XXXI Congresso Português de Cardiologia
Qualidade em Detrimento da Quantidade
 
Este ano, para além do local, as datas também sofreram alteração. Habitualmente, o Congresso decorria entre o domingo e a quarta-feira. Nesta edição, inicia-se à sexta-feira e termina à segunda-feira, sendo que, do total, foi retirada uma manhã do programa.
«O congresso estava a tornar-se muito extenso e, por conseguinte, demasiado perturbador da actividade clínica dos cardiologistas do País», justifica o Prof. Doutor Manuel Antunes.
De entre as principais alterações que a estrutura do congresso sofreu, o presidente da SPC salienta, ainda, a distribuição das sessões. «Este ano, privilegiámos a qualidade em detrimento da quantidade. Pretendemos, tanto quanto possível, que os congressistas disponham permanentemente de uma área do seu interesse e se mantenham ocupados», indica.
A este evento, a comissão organizadora do congresso atribuiu o título genérico «Convergência de Saberes». A ideia é que, «tanto neste congresso como noutros que se realizem no futuro, exista uma convergência de várias áreas e de diversas especialidades (para além da Cardiologia), uma vez que a Cardiologia necessita da interacção de várias outras especialidades que com ela convivem em terrenos comuns», indica o Prof. Doutor Manuel Antunes.
De acordo com o presidente da Sociedade, procurou-se colocar no programa do evento não só as áreas de patologia mais comuns, mas também novas áreas que têm surgido ultimamente, nomeadamente as novas tecnologias, em termos de tratamento de várias doenças.
«Temos alguns dos melhores especialistas europeus que vão falar desses assuntos e que, certamente, irão permitir uma troca de experiências que é sempre bem-vinda e necessária», informa.
«Desde o princípio do seu mandato (há um ano), esta direcção assumiu como uma área programática desenvolver as relações da SPC com outras organizações congéneres. Neste sentido, vamos ter os simpósios luso- brasileiro, luso-francês e luso-espanhol, que já são comuns», refere o Prof. Doutor Manuel Antunes, realçando, porém, que a grande novidade desta edição é a criação de um simpósio internacional «para abranger outras sociedades com quem a sociedade portuguesa tem relações.»
O Prof. Doutor Manuel Antunes realça, ainda, a decisão de estabelecer uma relação mais apertada com a Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardiotorácica e Vascular, uma sociedade orientada para os cirurgiões cardíacos e torácicos. «Esta sociedade tem áreas e interesses comuns aos nossos», justifica.
Durante o congresso, haverá espaço, também, para um programa mais cultural – uma cerimónia de abertura e um jantar de encerramento. Para além disso, o Prof. Doutor Manuel Antunes chama a atenção para a já tradicional prova de atletismo, que este ano terá o Tejo e a cidade de Lisboa como fundo, «um cenário magnífico, entre as Docas e o Padrão dos Descobrimentos, e onde se espera a presença de algumas personalidades que possam constituir surpresa para muitos», refere.
«Esperamos que aquilo que conseguimos montar responda às expectativas dos congressistas e que, desse modo, os cardiologistas, os restantes especialistas e os que estão em formação (internos) possam tirar o máximo proveito do congresso, de forma a poderem dar indicações de como o desejam no futuro», refere.
Para o Prof. Doutor Manuel Antunes, estas alterações na estrutura do programa representam uma prova de fogo. «De vez em quando precisamos de experimentar, procurar outras soluções, outro tipo de organização que possa, eventualmente, ser de maior interesse para os nossos associados», remata.
 
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