| |  | Foi ontem aberto, oficialmente, o XXXI Congresso Português de Cardiologia, numa sessão que contou com a ilustre presença da ministra da Saúde, Dr.ª Ana Jorge que aproveitou a ocasião para mostrar o seu apreço pelo trabalho que tem sido realizado pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) no «desenvolvimento desta importante especialidade médica». A Prof. Doutora Cândida Fonseca, presidente da Comissão Organizadora do Congresso foi a primeira a usar da palavra, divulgando, em «primeira-mão» o número de congressistas inscritos no Congresso – mais de 2 milhares –, um recorde. Para além disso, aproveitou a oportunidade para deixar um agradecimento à indústria farmacêutica e de equipamentos cujas empresas, «muito se esforçaram na realização do evento». E concluiu a sua intervenção com o apelo: «O trabalho da organização terminou, por isso começa agora o vosso com a participação activa.» O Prof. Doutor Manuel Antunes, presidente do Congresso, demonstrou a sua preocupação com o doente que, na sua opinião, deve passar a estar no centro das atenções. «Vivemos num mundo em que as pessoas estão cada vez mais viradas para si próprias. É preciso entender o doente como mais do que um conjunto de órgãos de que o coração também faz parte», reforçou. Portugal é um dos países da Europa que mais presença marca em congressos organizados pela Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC), avançou o presidente, Prof. Doutor Michel Komajda. Efectivamente, «21% dos participantes dos congressos da SEC são portugueses». Ainda assim, deixou o repto: «É importante que continuem a envolver-se de uma forma cada vez mais activa». Entre os convidados presentes nesta sessão é de salientar, ainda, a participação do Dr. Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos que se debruçou, essencialmente, e à semelhança do presidente do Congresso, sobre a temática do doente. «A profissão médica debate-se, diariamente, com um enorme desafio e compromisso ético – o facto de doente estar acima de tudo», disse. A ministra da Saúde encerrou com chave de ouro a sessão de abertura divulgando as acções do Ministério da Saúde no sentido de controlar as doenças cardíacas que constituem a primeira causa de morte em Portugal e nos outros países da Europa. «A reorganização dos serviços e a modernização de equipamentos, a existência de VMERs, a intervenção pré-hospitalar, a criação de vias verdes coronárias, o desenvolvimento da cardiologia de intervenção e a decisão de criar o Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Cardiovasculares», foram alguns dos projectos apontados pela Dr.ª Ana Jorge.
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