Sócios fundadores da Sociedade Portuguesa de Cardiologia
 
Adelino Padesca

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.

 
Alfredo Franco

Foi sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, David von Bonhorst, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva,. Foi secretário-geral da SPC durante dois mandatos consecutivos (1964-1972) e presidente de 1974 a 1976.
Foi um dos pioneiros da cardiologia em Portugal. Ajudou na implantação da cardiologia no Hospital de Arroios em Lisboa. Mais tarde, já no Hospital de Santa Marta, abraçou dois projectos de investigação sobre aterosclerose e hipertensão arterial.
Publicou em revistas cardiológicas estrangeiras exigentes como a American Heart Journal, Cardiologia, Actualités Cardiologiques et Angéologiques Internationales e Archives de Maladies du Coeur).
Foi responsável pela Ordem dos Médicos e pela Sociedade Médica dos Hospitais Civis

 
Aníbal Castro

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.

 
António Lima Faleiro

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.

 
Arsénio Cordeiro

Arsénio Cordeiro nasceu em Lisboa, em 21 de Junho de 1910. Frequentou o Liceu Pedro Nunes e licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1935, com 18 valores. Especializou-se em Medicina Desportiva, após estágio de um ano em Berlim, Hamburgo, Roma e Bolonha (1937). De regresso a Portugal, trabalhou no Centro de Medicina Desportiva e leccionou no Instituto Nacional de Educação Física. Em 1943 começou a dedicar-se à Medicina do Trabalho, tendo sido pioneiro nesta área no nosso país. Doutorou-se em 1947 na Faculdade de Medicina de Lisboa, com 19 valores, e as conclusões clínicas da sua dissertação “Contribuição para o estudo da Síndrome de Wolff-Parkinsson-White” tiveram larga repercussão em Portugal e no estrangeiro. Em 1950 torna-se 1º Assistente de Patologia Médica e em 1953 foi encarregado da regência do curso de Terapêutica Médica da Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1965 tornou-se Professor Catedrático de Patologia Médica e em 1965 transitou para a regência da cadeira de Clínica Médica.
Entre 1966 e 1970 foi responsável pela estruturação do ensino de Propedêutica Médica no curso Médico-Cirúrgico dos Estudos Gerais Universitários de Angola.
Juntamente com o seu amigo, o cirurgião Professor Edmundo Lima Basto, iniciaram a cirurgia cardíaca em Portugal, com a primeira laqueação do canal arterial e comissurotomia mitral. A compreensão da fisiopatologia da estenose mitral e o seu senso clínico permitiram-lhe decidir da indicação cirúrgica sem recurso ao cateterismo cardíaco.
Em 1969, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, Arsénio Cordeiro concebeu, inaugurou e dirigiu a primeira Unidade de Cuidados Intensivos em Portugal, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, hoje com o seu nome.
Foi um defensor e praticante da investigação científica e ao longo da sua vida realizou variadíssimos trabalhos de investigação. A doença das coronárias e, em particular, o enfarte agudo do miocárdio, constituíram a paixão do último período da sua vida hospitalar e universitária.
Arsénio Cordeiro foi um dos sócios fundadores da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, David von Bonhorst, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Eduardo Coelho, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva, tendo secretariado a 1ª reunião da SPC. Foi 1º secretário nas quatro primeiras direcções, vice-presidente nas quinta e sexta direcções, e presidente nas sétima e oitava direcções. Posteriormente foi tornado presidente honorário.
Pela ocasião da sua jubilação em 1980, foi distinguido com a medalha de Serviços Distintos do Ministério da Saúde, e, em 1981, recebeu da Presidência da República o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada. Ainda em 1980 a SPC homenageou Arsénio Cordeiro com uma medalha com a sua efígie.
Faleceu na sua cidade, Lisboa, em 1982.

 
Benjamin Mendonça Santos

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.

 
David von Bonhorst

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva e foi o seu Tesoureiro nas 10ª e 11ª Direcções (1966-1970).

 
Eduardo Coelho

Cardiologista e professor universitário, Eduardo Carneiro de Araújo Coelho nasceu a 7 de Setembro de 1896, em Santo Tirso, no distrito do Porto. Frequentou o curso de Medicina na Universidade de Coimbra até ao quarto ano, mas terminou os seus estudos em 1922, na Universidade de Lisboa. No ano seguinte doutorou-se com 20 valores, com a tese “Das Relações do Estado Cerebral com o Estado Mental. Em 1924 iniciou a sua carreira docente como 2º Assistente de Clínica Médica na Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1933 passou a exercer funções de 1º Assistente no Serviço de Patologia Médica e em 1934 a reger a cadeira de Clínica Terapêutica. Ainda neste ano publicou em França a primeira monografia europeia sobre o tema do enfarte do miocárdio (L’Infarctus du Myocarde).
Nos dez anos seguintes dedicou-se fundamentalmente ao estudo e investigação experimental e clínica das pericardites.
A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, David von Bonhorst, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.
Para além de ter sido sócio fundador da SPC, também o foi da Sociedade Europeia de Cardiologia.
Em 1952, no 1º Congresso Europeu de Cardiologia, apresentou as primeiras coronariografias no homem vivo.
Em 1949 cria a consulta de cardiologia no Hospital de Santa Marta, com o apoio do Prof. Adelino Padesca.
Em 1955, com a inauguração do Hospital Escolar de Santa Maria, acumulou com as funções de docente e de Director do Serviço de Propedêutica Médica, a direcção do primeiro Serviço de Cardiologia – onde começou a funcionar o Centro de Estudos de Cardiologia do Instituto de Alta Cultura. Jubilou-se como professor catedrático, em 1965.
Faleceu a 10 de Julho de 1974, em Lisboa.

 
Francisco Rocha da Silva

Francisco Felipe Rocha da Silva, nasceu em Faro em 28 de Janeiro de 1919. Completou a licenciatura na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1942.
Cumpriu o serviço militar nos Açores, ainda durante a Segunda Grande Guerra, como Alferes Médico.
Após um estágio em Paris, no Hospital Lariboisière, onde se familiariza com as novas áreas da Cardiologia, assume a responsabilidade do Centro de Electrocardiologia do Hospital de Santa Marta.
Em 1948, como Tenente Médico, é nomeado Chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Militar Principal, implementando diversas técnicas de diagnóstico: electrocardiografia, vectocardiografia, electroquimografia, balistocardiografia e hemodinâmica.
A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), juntamente com os Colegas David von Bonhorst, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos.
Foi durante oito anos Secretário-Geral da SPC.
Assume as funções de adjunto da Direcção Clínica do Hospital de Santa Maria, onde instalou um laboratório de hemodinâmica e toma a iniciativa de criar o Serviço de Urgência desse Hospital.
Em 1950 participa no 1º Congresso Mundial de Cardiologia em Paris.
Em 1966, foi nomeado Chefe do Serviço de Saúde da Guarda Nacional Republicana e em 1974 é convidado pelo Ministro da Defesa Nacional a implantar o Sistema de Socorro e Urgência Pré-hospitalar.
Em Janeiro de 1980 promove as I Jornadas de Emergência Médica. Inicia Cursos de Formação para a área Pré-Hospitalar com grande ênfase na Ressuscitação Cárdio-Respiratória.
Em 1981 cria o Instituto Nacional de Emergência Médica - INEM.
Em 1987, com o transporte dos recém- nascidos, inicia-se pela primeira vez em Portugal a integração entre o Hospital e pré-hospitalar, envolvendo médicos e enfermeiros no transporte de doentes críticos. Em 1988 cria o CODU, Centro de Orientação de Doentes Urgentes.
É o Presidente do INEM até ao ano de 1991, ano em que se reforma aos 72 anos.
Nesse mesmo ano foi agraciado pela Presidência da República com a Comenda da Ordem de Cristo.
Faleceu no dia 14 de Agosto de 2000.

 
Jacinto Moniz de Bettencourt

Jacinto Cronner de Sant’Anna e Vasconcelos Moniz de Bettencourt nasceu a 13 de Dezembro de 1908. Frequentou o curso de Medicina na Universidade de Lisboa, que terminou em 1932 com altas classificações, obtendo no mesmo ano o primeiro lugar no concurso para o Internato Geral dos Hospitais Civis de Lisboa (HCL) e o primeiro lugar para o Internato Complementar de Medicina. Em 1934 foi convidado para Assistente Extraordinário de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Lisboa e em 1937 contratado para 1º Assistente. Em 1939 prestou provas de Doutoramento e pouco tempo depois provas para a Agregação, tendo sido aprovado como médico dos HCL. Em 1949 torna-se Professor Extraordinário e em 1961 faz provas para Professor Catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa.

O Professor Moniz de Bettencourt influenciou a formação de muitas gerações de médicos de elevada competência e mesmo de grandes vulto na Medicina. Em 1956 foi nomeado Director de Serviço de Medicina Sousa Martins, do Hospital de São José. Passou depois a dirigir um Serviço de Medicina no Hospital de Santa Marta, onde criou a consulta de Cardiologia – a primeira do grupo HCL.

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), juntamente com os Colegas David von Bonhorst, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva, tendo presidido à primeira reunião da SPC. Para além de sócio fundador, foi 1º Secretário e mais tarde Presidente da SPC (1979-1980), tendo-lhe sido concedido o título de Presidente Honorário da SPC.

 
Jaime Celestino da Costa

Figura notável da medicina portuguesa do século XX, Jaime Augusto Croner Celestino da Costa nasceu a 16 de Setembro de 1915 em Lisboa.
Em 1945, com apenas trinta anos, obteve o grau de Doutor com a tese “A Parede Arterial” na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL).
Ao longo do século XX marcou a Medicina em Portugal, tendo sido Médico e Director de Serviço de Cirurgia Cardiotorácica no Hospital de Santa Maria e Professor Catedrático Jubilado da FMUL. Foi sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, David von Bonhorst, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.
Foi o primeiro Presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardiotorácica e Vascular e Presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia.
A par com tão intensa actividade profissional, médica e académica, o Professor Jaime Celestino da Costa foi uma Personalidade de Cultura, um Humanista que deixou a sua influência em numerosas publicações, era pianista exímio e um profundo conhecedor e amador da Música.
Foi homenageado a 14 de Novembro de 2005, pelas duas Instituições onde criou, desenvolveu e deixou obra – a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e o Hospital de Santa Maria.
Faleceu no dia 2 de Fevereiro de 2010, com 95 anos.

 
João Antunes Leal

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.

 
João Porto

Nasceu em Nisa, Portalegre, a 9 de Setembro de 1891. Só aos 19 anos fez o primeiro ciclo liceal, mas termina o curso de Medicina aos 28 anos, em 1919, com 19 valores. Em 1920 torna-se 2º Assistente de Patologia e Terapêutica Cirúrgica, depois de trabalhar em Berlim no Serviço de Clínica Médica da clínica do Prof. Klaus, onde preparou a sua tese de doutoramento sobre fibrilhação auricular. Em 1923, depois de defender a tese de doutoramento, torna-se 1º Assistente de Medicina Interna da Faculdade de Medicina de Coimbra (4 anos depois da sua formatura). Em 1928 ascende a Catedrático de Pediatria daquela Faculdade e, passados cinco anos, passa para a Cadeira de Terapêutica Médica Clínica, na qual se conserva durante 24 anos.

Dirigiu a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra de 1932 a 1940 e foi um dos fundadores (em 1941) do Sector de Cardiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (H.U.C.), do qual foi Director até 1961. Graças a si, é criado nos H.U.C. o Instituto de Cardiologia e o Centro de Cardiologia Médico-Social, que durante mais de 25 anos realizou uma notável obra de acção médica e social em prol dos cardíacos mais desfavorecidos. Foi Presidente do Instituto de Cardiologia Social, Presidente-Geral da Associação dos Médicos Católicos e Presidente da Comissão permanente das Semanas Sociais Católicas. Foi sócio fundador da Sociedade Internacional de Medicina Interna e membro das Sociedades alemã, francesa e espanhola de cardiologia.
Foi sócio fundador da Sociedade Portuguesa de cardiologia (em 1949), o seu primeiro Presidente e mais tarde Presidente Honorário. Segundo testemunho do Professor Moniz de Bettencourt, a preocupação com os problemas sociais da assistência aos doentes cardíacos deve-se sobretudo à intervenção do Professor João Porto.
Teve um papel muito dinamizador dos Congressos Luso-Espanhóis de Cardiologia.
Em 1961 foi jubilado.

 
Leonel Cabral

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.

 
Manuel Cerqueira Gomes

Manuel Cerqueira Gomes nasceu a 16 de Novembro de 1894 em Braga.
Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1918 e ainda nesse ano tornou-se 2º assistente do Grupo de Medicina Interna daquela Universidade. De 1919 a 1921 foi Professor da Cadeira Clínica Médica e, entre 1921 e 1928, professor da Cadeira de Patologia Médica. Doutorou-se em 1921 pela Universidade do Porto. Entre 1922 e 1923 realiza trabalhos de Semiótica Médica e torna-se Professor desta cadeira em 1923, cargo em que permanece até 1927. Em 1929, mediante prestação de provas públicas, torna-se Professor Auxiliar e, no ano seguinte, Professor Agregado.
Foi Bastonário da Ordem dos Médicos entre 1948 e 1956.
A 9 de Julho de 1949, funda a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, David von Bonhorst, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva e foi um dos Vice-Presidentes da sua 1ª Direcção.
Exerceu o cargo de Professor Catedrático de Propedêutica Médica entre 1957 e 1964.
Teve também uma carreira política, tendo sido Procurador da Câmara Corporativa (IV Legislatura), Membro da Comissão Central da União Nacional e Vice-Presidente da Comissão Consultiva da União Nacional.
Faleceu a 16 de Dezembro de 1973.

 
Mário Moreira

Mário da Silva Moreira nasceu em Óbidos, a 27 de Agosto de 1894. Terminou o curso de Medicina em 1920 com a média geral de 17 valores, doutorando-se com 18 valores.
Foi Interno dos Hospitais Civis de Lisboa a partir de 1917 e Assistente de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Lisboa a partir de 1929 com o Prof. Belo Morais e de Patologia Médica a partir de 1924. Médico dos Hospitais Civis a partir de 1926.
Nomeado Professor Catedrático da cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Lisboa após concurso público ocorrido em Coimbra em 1949.

A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva.

Foi Director Clínico do Hospital de Santa Maria a partir de 1960.
Reformou-se em 1964 das funções públicas que exercia.
Faleceu em 1976.

 
Pedro Madeira Pinto

Foi quem propôs à comunidade médica a ideia de formação da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, depois de regressar a Portugal, em meados de 1949, talvez sob a influência do que experienciou no estrangeiro. Juntamente com Moniz de Bettencourt e Arsénio Cordeiro, em comissão, convocou uma reunião de Médicos que se poderiam interessar pela iniciativa e desta forma começarem a delinear os objectivos da futura SPC.
A 9 de Julho de 1949 fundou a Sociedade Portuguesa de Cardiologia juntamente com os Colegas Jacinto Moniz de Bettencourt, Leonel Cabral, Aníbal Castro, Eduardo Coelho, Arsénio Cordeiro, Jaime Celestino da Costa, António Lima Faleiro, Alfredo Franco, Manuel Cerqueira Gomes, João Antunes Leal, Mário Moreira, Adelino Padesca, Pedro Madeira Pinto, João Porto, Benjamin Mendonça Santos e Francisco Rocha da Silva. Foi o tesoureiro da 1ª Direcção da SPC.