RESUMO SUBMETIDO AO XXXVI CPC

ID resumo
3900
Título: Sindrome depressivo versus fadiga crónica. Qual o papel da pressão arterial?
Tema: 8. Ciência Básica > 8.3 Biologia Vascular > 8.3.7 Outros aspetos da biologia vascular
Palavras-chave: Depressão; Serotonina; Sistema nervoso autónomo


  • Autores:
    - MEIRELES-BRANDÃO (Outra Inst.: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto - FMUP e Starmédica.Clínica / Outro Serv.: Metabolismo e Doenças cardiovasculares)
    - F. ROCHA GONÇALVES (Outra Inst.: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto - FMUP / Outro Serv.: Departamento de Medicina - Director)
    - RUI COELHO (Outra Inst.: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto / Outro Serv.: ´Departamento de Neurociencias e Saude mental - Director)
    - LUCIA R. MEIRELES BRANDÃO (Outra Inst.: Starmedica.Clinica / Outro Serv.: Metabolismo e Doenças cardiovasculares)
  • Texto do resumo:

    O síndrome de fadiga crónico (SFC) tem uma etiologia múltipla e difusa, a sua definição e critérios diagnósticos são consensuais, persistência e duração nunca inferior a 6 meses, 4 dos 8 sinais e sintomas, sono não retemperador com “cansaço” após dormir o suficiente, cansaço intenso com duração superior a 24 horas após actividades físicas e mentais sendo o principal sintoma de SFC a fadiga/ cansaço. 

    O síndrome depressivo (SD) tem relacção intima com SFC podendo ser causa e consequência, grande maioria dos doentes SFC estão deprimidos. 

    O SFC é mais frequente nas mulheres dos 20 aos 50 anos.

    O tratamento deste síndrome focaliza-se principalmente no alivio da sintomatologia.

    Avaliação da pressão arterial em 109 doentes com idades compreendidas entre os 20 e 50 anos, critérios SFC e com SD de evolução inferior a 3 anos.

     Dos 109 doentes admitidos , 97  do sexo feminino (89%), idade média de 24 anos (20-44 anos), sendo que 82 doentes (75,2%) dades entre os 20 - 35 anos e os restantes 27 (24.8%) com idade superior a 44 anos. Num universo de 101 doentes  (92.6%) há antecedentes familiares de factores de risco cardiovascular (FRCV) dos quais 36 (32,7%) sabiam sofrer de hipotensão e 58 doentes (59,8%) tinham pelo menos dois FRCV. Dos 12 homens (11%) idade média 38,5 anos variando 27 -50 anos,  com antecedentes familiares de FRCV, normotensos,  todos com 2 FRCV.

    A todos os doentes foi realizado Rx torax, ECG, Ecocardiograma, Monitorização ambulatória da pressão arterial (AMBP), em 16 casos (14,7%) de hipotensão severa ( TA < 88/48 mmHg) encontrada no grupo do sexo feminino com idade média de 24 anos, foi realizado o teste de TILT.

    71 doentes (65,1%) apresentaram valores médios de 95 mmHg na tensão arterial sistólica (PAS) entre 102- 88 mmHg, pressão arterial diastólica (PAD) média era de 58 mmHg variando 68-48 mmHg. 

    22 doentes (20,2%) apresentaram valores médios PAS de 110 mmHg (122-102 mmHg) com PAD média de 70 mmHg variando 78-62 mmHg. Os 16 doentes (14,7%) com hipotensão severa, submetidos a  teste de TILT positivo em 10 (62,5%) casos.

    A hipotensão está presente em 87 (79.8%) doentes, deverá ser considerada uma variável com importância decisiva na evolução do quadro clínico, fundamental  encontrar-se um diagnóstico diferencial precoce considerando o SFC, o SD e a eventual Disfunção autonómica quando o Teste de TILT é positivo. Dever-se-á iniciar a terapêutica médica precoce  (ex. Midodrine, Paroxetina ou Sertralina), estabelecer programas adequados no estilo de vida e definir todas as outras medidas de suporte de modo a poder estabelecer-se um prognóstico. 

    Bibliography:

    Chronic fatigue syndrome: General information Centers for Disease Control and Prevention. http://www.cdc.gov/cfs/diagnosis/index.html . Accessed April 20, 2014     

    Jones JF. Chronic fatigue syndrome. In: Bope ET, et al. Conn´s Current therapy. Philadelphia, Pa. Saunders Elsevier; 2011


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  • Tabela anexa:
    (sem tabela anexa)