Entrevistas a Ex-presidentes da SPC

Excertos do Livro A Missão

Por ocasião do XXXV Congresso Português de Cardiologia, realizado em 2014, foi editado o livro A Missão. Deste livro constam diversas entrevistas a ex-presidentes da SPC, as quais retratam a história mais recente desta Sociedade.

Fernando de Pádua, 1976 a 1978

Fazer da Cardiologia uma paixão pela prevenção

Fernando de Pádua é, por natureza e por opção, um militante da prevenção e acérrimo apaixonado pelo coração. O conhecimento sobre as doenças do coração e sua prevenção e divulgação junto do público em geral foram missões que sempre levou a bom porto enquanto cardiologista. Hoje, continua a trabalhar em prol da cardiologia preventiva e foca a sua atenção nas crianças e jovens, ensinando-os a praticar exercício físico, a fazer uma alimentação saudável e a não começar a fumar.

Carlos Ribeiro, 1979 a 1981

Uma Sociedade sempre à frente no tempo

Carlos Ribeiro foi sempre um defensor de uma aliança Ibérica e considera que as relações com a vizinha Espanha são para manter e assegurar. Hoje, vivem-se outros tempos, mas o ex-presidente destaca que se fosse actualmente presidente da SPC iria tentar fazer o que a sua Sociedade sempre fez: crescer e desenvolver-se sempre à frente do seu tempo.

Cerqueira Gomes, 1983 a 1985

Uma vida ao serviço da Cardiologia

Aos 85 anos de idade, Cerqueira Gomes é ainda hoje uma referência da Cardiologia portuguesa. Ajudou a introduzir algumas das terapêuticas inovadoras na especialidade e destacou-se na investigação, com quase uma centena de trabalhos publicados.

Armando Sales Luís, 1991 a 1993

A Cardiologia falou mais alto

Esteve sempre ligado à Cardiologia e à Medicina Interna mas o Coração falou mais alto porque a electrocardiografia e a hemodinâmica o levaram a apaixonar-se por esta especialidade. Acima de qualquer especialidade, estão o doente e a saúde pública. Um amor maior aos comandos da carreira do Cardiologista Armando Sales Luís.

Luís Providência, 1993 a 1995

A Cardiologia como vocação

Desde cedo percebeu que a Cardiologia era o seu caminho. Luís Providência seguiu as pisadas do pai, também cardiologista e a passagem por Inglaterra permitiu-lhe tomar contacto com novas técnicas da especialidade, que trouxe para Portugal. Como presidente da SPC congratula-se por ter "reanimado" as relações com as congéneres do Sul da Europa.

Rafael Ferreira, 1995 a 1997

Por maior presença na Cardiologia Europeia

Foi durante o seu mandato que se inagurou a actual sede da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. Destaca a criação da "Comissão de Nomeação" para a escolha do candidato a Presidente da SPC e defende que o futuro passa, cada vez mais, pelo reforço da presença da SPC na Cardiologia Europeia.

Pedro van Zeller, 1997 a 1999

Mandato marcado pelo trabalho de equipa

Pedro van Zeller chegou à presidência da SPC depois de já ter dado a sua colaboração à sociedade em mandatos anteriores. Profissionalmente dedicou grande parte da sua atenção às técnicas de imagem e para o futuro deseja que a SPC continue a destacar-se pelo trabalho de referência.

J. Martins Correia, 1999 a 2001

Estratégia financeira e visão internacional

João Martins Correia festejou, com pompa e circunstância, os 50 anos da Sociedade Portuguesa de Cardiologia durante o seu mandato. Mas os grandes marcos dos seu biénio na presidência prendem-se com a definição de uma estrutura financeira profissional para a SPC e a visão de que Portugal poderia ser a "ponte" científica entre o Brasil e a Europa. É que «as relações entre as sociedades médicas constituem elos de ligação persistentes entre os povos».

Ricardo Seabra Gomes, 2001 a 2003

Formação, Investigação e Internacionalização

Educar e formar, promover a Investigação e aproximar Portugal do que se faz a nível internacional. Foram estes alguns dos factores na base da actuação de Ricardo Seabra Gomes enquanto presidente da SPC. O homem que implementou os Registos Nacionais lamenta não os ter tornado "obrigatórios" e adianta qua a formação é a base do conhecimento para o Cardiologista que pretende proporcionar o melhor tratamento aos seus doentes.

Mário Freitas, 2003 a 2005

Apoiar a investigação em Cardiologia

O convite para presidir à Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) foi recebido com “júbilo”, ciente da tarefa que o esperava à frente daquela que é das sociedades científicas nacionais mais prestigiadas. Quis apostar na investigação e na projecção dos cardiologistas nacionais.

Cassiano Abreu Lima, 2005 a 2007

O apelo da Medicina foi mais forte

A área de Ciências da Natureza atraiu-o desde cedo, mas a determinada altura a Arquitectura "intrometeu-se" no gosto de Cassiano Abreu Lima pela Medicina. Contudo, a força do coração prevaleceu e o futuro médico acabou por chegar à liderança da SPC, num mandato que ficou marcado pela atenção privilegiada ao risco cardiovascular e pelo esforço em dar à investigação científica um cunho institucional.

Hugo Madeira, 2007 a 2009

A Cardiologia como ponte para o Mundo

Ter sido presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia foi uma “honra e uma paixão” que, obviamente, lhe exigiu dedicação e alguns reajustes profissionais e pessoais, mas valeu a pena. Valeu a pena todo um percurso de dedicação à Sociedade, à formação contínua de profissionais das mais variadas áreas, à divulgação das doenças cardiovasculares junto da população e ao estreitamento das relações com os cardiologistas da Lusofonia.

Manuel Antunes, 2009 a 2011

Mandato da organização

Tentou estruturar a casa, apostou nas parcerias e nos protocolos com «sociedades irmãs» e trabalhou na internacionalização da Revista Portuguesa de Cardiologia. Manuel Antunes lamenta apenas não ter conseguido estreitar as relações com a Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardiotorácica e Vascular, pois acredita que cardiologistas e cirurgiões cardiotorácicos devem andar mais de mãos dadas.

Mário G. Lopes, 2011 a 2013

Um homem de equipa

A equipa é o mais importante para Mário G. Lopes. Tanto no acompanhamento dos doentes, como na actividade associativa. Em todos os momentos da conversa não se esqueceu de mencionar os colegas que o acompanharam na direcção da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), de lhes reconhecer a dedicação, agradecer o esforço e elogiar o empenho que dedicaram ao mandato de 2011-2013. A ele próprio reserva-se o papel de mais um numa engrenagem bem oleada.

Homenagem a Sócios da SPC

Professor Doutor Manuel Ramos Lopes (1920-2008)

Presidente da SPC (1981-1983)

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Professor Doutor Salomão Sequerra Amram (1923-2013)

Presidente da SPC (1985-1987)

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